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AQUÉM DA HUMANIDADE: intelectuais, raça e os alicerces da desigualdade racial no Piauí (1870-1930)

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dc.contributor.author SILVA, Matheus Lima
dc.date.accessioned 2026-09-18T13:28:42Z
dc.date.available 2026-09-18T13:28:42Z
dc.date.issued 2026-09-18
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/123456789/4321
dc.description Orientador: Prof.ª Dr.ª Teresinha de Jesus Mesquita Queiroz Examinador interno: Prof.ª Dr.ª Talyta Marjorie Lira Sousa Examinador externo: Prof. Dr. Gustavo de Andrade Durão – (UESPI) pt_BR
dc.description.abstract RESUMO: Com o objetivo de abordar as interpretações da realidade por parte dos intelectuais piauienses a partir de um novo viés, o presente trabalho questiona o lugar da raça na formação desses intelectuais e na construção das leituras de mundo pela cultura letrada, no período que compreende o fim do século XIX e o início do século XX. Partindo da criação e da popularização de teorias raciais nos oitocentos, analisa-se a maneira pela qual as diferenças físicas, climáticas e geográficas — tendo como base o padrão europeu e norte-americano — tornaram-se objeto de estudo das ciências, as quais utilizavam uma abordagem fortemente tributária das ciências naturais. Nesse sentido, a teoria da evolução das espécies tornou-se central para o discurso cientificista, que rapidamente foi apropriado por inúmeras teorias raciais, as quais obtiveram grande prestígio, inclusive no Brasil. Nesse contexto, o discurso racial servia como instrumento de interpretação social e era usado como justificativa para as desigualdades entre grupos, transformando-se num debate que atravessava o ambiente acadêmico e as páginas dos jornais. Seja através de teóricos consagrados ou da vulgarização científica, os sujeitos racializados tornavam-se alvo de análises, ataques e piadas, contribuindo significativamente para a estigmatização de grupos, especialmente os negros. Nesse universo racista, a racialização de sujeitos era utilizada como arma de difamação e inferiorização, inclusive entre membros da elite piauiense, que julgavam uns aos outros por supostos graus de proximidade com a base da pirâmide racial brasileira. Para essa investigação, foram analisados jornais piauienses, em busca de discursos raciais; crônicas e romances de literatos locais; textos historiográficos e produções textuais geradas em meio a embates políticos e morais. Além disso, foram utilizadas obras essenciais da historiografia brasileira de autores como Teresinha Queiroz, Wlamyra Albuquerque, Roberto Ventura e Lilia Moritz Schwarcz. O trabalho também dialoga com teóricos fora do eixo ocidental, incorporando conceitos de autores como Frantz Fanon, Achille Mbembe e Sueli Carneiro. pt_BR
dc.language.iso other pt_BR
dc.subject História pt_BR
dc.subject Raça pt_BR
dc.subject Teorias Raciais pt_BR
dc.subject Racialização pt_BR
dc.subject Piauí pt_BR
dc.title AQUÉM DA HUMANIDADE: intelectuais, raça e os alicerces da desigualdade racial no Piauí (1870-1930) pt_BR
dc.type Preprint pt_BR


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