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Adoecimento e morte na Ibiapaba oitocentista (1850-1890): transcender, decompor e contaminar.

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dc.contributor.author AGUIAR, Daniel de Sá
dc.date.accessioned 2026-09-04T13:10:09Z
dc.date.available 2026-09-04T13:10:09Z
dc.date.issued 2026-09-04
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/123456789/4290
dc.description Orientador: Prof. Dr. Francisco Gleison da Costa Monteiro Examinador interno: Prof. Dr. Johny Santana de Araújo Examinador interno: Prof. Dr. Pedro Vilarinho Castelo Branco Examinador externo: Prof. Dr. Jucieldo Ferreira Alexandre (UFCA) Examinador externo: Prof. Dr. Cícero Joaquim dos Santos (URCA) pt_BR
dc.description.abstract RESUMO: Esta tese investiga a cultura do adoecimento e da morte sob as perspectivas secular e religiosa na Ibiapaba durante a segunda metade do século XIX (1850-1890). O período é marcado pela difusão e implementação de discursos científicos via ações estatais, as quais se apresentavam como diferentes de um passado dominado pelo olhar espiritual sobre os corpos, fosse ele oriundo dos indígenas que habitavam a Ibiapaba ou da Igreja Católica, que se firmara na região com seus ritos. O desenvolvimento da pesquisa busca compreender tanto os processos de manutenção quanto as novas formas de ocidentalização e ordenação do mundo material e espiritual, a partir dos discursos e práticas religiosas e científicas estabelecidos na região. Destacam-se, nesse contexto, os olhares naturalistas e deterministas da comissão científica liderada por Freire Alemão, bem como as observações de Antônio Bezerra de Menezes, ambos a serviço do Estado. Este incorporou discursos de "civilidade" e higiene que orientavam as incipientes políticas públicas de saúde, materializadas na criação de leis, órgãos, na proibição de enterramentos em igrejas e na construção de cemitérios públicos. A partir desse momento, os corpos não eram vistos apenas sob o aspecto da transcendência, da salvação, da assombração ou da magia, mas como potenciais propagadores de doenças por meio da teoria miasmática. No entanto, a população incorporou a cultura fúnebre católica em detrimento das tradições dos indígenas que habitavam a Ibiapaba, visando a garantia de uma "boa morte". Tal conceito buscava evitar a continuação do sofrimento terreno na vida pós- morte e, por meio de missas, caixões, sacramentos e vestimentas mortuárias, os indivíduos evidenciavam hierarquias sociais e o poder de ostentação fúnebre. A participação em irmandades era uma das formas de garantir esse aparato simbólico e material no momento último, contudo, estas associações nem sempre atuavam de maneira harmônica com a Igreja oficial, fosse na administração do cemitério ou na condução dos rituais fúnebres dos ibiapabanos. Essas tensões demonstram que a morte possuía uma dimensão material que gerava profundas disputas de poder. A documentação pesquisada para evidenciar essas relações compreendeu diários de viagens, relatórios provinciais, jornais, legislações e arquivos paroquiais. ABSTRACT: This research investigates the culture of illness and death under a secular and religious perspective in Ibiapaba during the second half of the 19th century (1850-1890). This epoch is characterized by the diffusion and implementation of scientific discourses through state actions. Unlike a past dominated by the spiritual view of bodies, whether of the indigenous people who occupied Ibiapaba or the Catholic Church and its rites. The research tries to understand both the maintenance processes and the new forms of westernization and ordering of the material and spiritual world, based on the religious and scientific discourses and practices established in the region. In this context, the naturalist and determinist views of the scientific commission led by Freire Alemão stand out, as well as the observations of Antônio Bezerra de Menezes in the region, both serving the State, which incorporates discourses of "civility" and hygiene actions that guided the incipient public health policies with the creation of laws, organs, prohibitions of burials in churches, and construction of public cemeteries. From this moment on, bodies were not only seen from the aspect of transcendence, salvation, haunting, magic, but as propagators of diseases through the miasmatic theory. However, the population incorporated the Catholic funeral culture to the detriment of the indigenous people who formed Ibiapaba, to guarantee a "good death", that is, to avoid continuation of earthly suffering in the afterlife and, through masses, coffins, sacraments, and mortuary attire, individuals highlighted social hierarchies. Participation in brotherhoods was a way to guarantee a symbolic-material apparatus at the last moment, but these did not always act harmoniously with the Catholic Church, whether in the administration of the cemetery or the funeral rituals of the ibiapabanos, showing that death had a dimension of power disputes. The documentation used to understand and highlight these relationships were travel diaries, provincial reports, newspapers, legislation, parish archives and statutes. pt_BR
dc.language.iso other pt_BR
dc.subject Morte pt_BR
dc.subject Doença pt_BR
dc.subject Catolicismo pt_BR
dc.subject Higienismo pt_BR
dc.subject Death pt_BR
dc.subject Disease pt_BR
dc.subject Catholicism pt_BR
dc.subject Hygienism pt_BR
dc.title Adoecimento e morte na Ibiapaba oitocentista (1850-1890): transcender, decompor e contaminar. pt_BR
dc.type Preprint pt_BR


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