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ESCRITORA, EDUCADORA E VIAJANTE: a trajetória intelectual de Nísia Floresta e as possibilidades de ser mulher nos Oitocentos

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dc.contributor.author DIAS, Luma Pinheiro
dc.date.accessioned 2026-09-04T12:00:46Z
dc.date.available 2026-09-04T12:00:46Z
dc.date.issued 2026-09-04
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/123456789/4287
dc.description Orientador: Prof.ª Dr.ª Teresinha de Jesus Mesquita Queiroz Examinador interno: Prof.ª Dr.ª Elizangela Barbosa Cardoso Examinador interno: Prof. Dr. Pedro Vilarinho Castelo Branco Examinador externo: Prof. Dr. Gustavo de Andrade Durão (UESPI) Examinador externo: Prof. Dr. Alcebíades Costa Filho (UEMA) pt_BR
dc.description.abstract RESUMO: Este trabalho parte da análise da trajetória intelectual de Nísia Floresta Brasileira Augusta para discutir as possibilidades de existência feminina nos Oitocentos, considerando três aspectos de sua vivência: a escrita, a educação e as viagens que realizou por diferentes províncias do Brasil e pela Europa. Nascida Dionísia Gonçalves Pinto, em Papari, Rio Grande do Norte, em 1810, atuou como educadora e escritora em um período caracterizado pela acentuação das diferenças entre os sexos e pela reafirmação da domesticidade feminina. Concentrando seus esforços na defesa do direito das mulheres à educação, prescreveu modelos ideais de filha, esposa e mãe por meio da escrita, tornando-as capazes de promover, junto aos homens, o progresso da humanidade. Em 1838, fundou o Colégio Augusto, no Rio de Janeiro, voltado para a educação de meninas. Publicou dezenas de títulos, com traduções para o francês, o italiano e o inglês. Faleceu em Rouen, em 1885. Considerada precursora do feminismo no Brasil, Nísia Floresta constitui exemplo entre outras mulheres que se destacaram no universo da escrita e ousaram questionar os padrões de diferenciação sexual de seu tempo. Assim, interessa conhecer sua atuação como educadora, escritora e viajante, uma vez que viveu aproximadamente 28 anos na Europa, período em que conheceu outras culturas, diversos intelectuais e expandiu seus argumentos em prol da educação feminina, contra a escravidão e a perseguição aos indígenas. Entre os intelectuais mencionados em seus escritos, Mary Wollstonecraft e Augusto Comte foram escolhidos para discutir não somente a influência de terceiros na formulação de seu projeto, mas também sua inserção nos debates que circulavam nos espaços letrados europeus. Para isso, recorreu-se a fontes bibliográficas e hemerográficas, bem como à obra de Nísia Floresta, composta por livros, artigos em jornais, manuais morais para meninas, poemas e relatos de viagem, entre outros. Como inspiração teórico-metodológica, destacam-se Roger Chartier, Joan Scott, Teresinha Queiroz, Nicolau Sevcenko, Bonnie G. Scott e outros. ABSTRACT: This work begins with an analysis of the intellectual trajectory of Nísia Floresta Brasileira Augusta to discuss the possibilities of female existence in the nineteenth century, considering three aspects of her experience: writing, education, and the travels she undertook through different provinces of Brazil and across Europe. Born Dionísia Gonçalves Pinto, in Papari, Rio Grande do Norte, in 1810, she worked as an educator and writer during a period marked by the accentuation of differences between the sexes and the reaffirmation of female domesticity. Focusing her efforts on defending women’s right to education, she prescribed ideal models of daughter, wife, and mother through her writings, making them capable of promoting, alongside men, the progress of humanity. In 1838, she founded the Colégio Augusto in Rio de Janeiro, dedicated to the education of girls. She published dozens of works, with translations into French, Italian, and English. She passed away in Rouen in 1885. Considered a pioneer of feminism in Brazil, Nísia Floresta stands as an example among other women who distinguished themselves in the literary sphere and dared to question the sexual differentiation standards of her time. Thus, it is relevant to examine her role as educator, writer, and traveler, since she lived approximately 28 years in Europe, a period in which she encountered other cultures, various intellectuals, and expanded her arguments in favor of women’s education, against slavery, and against the persecution of Indigenous peoples. Among the intellectuals mentioned in her writings, Mary Wollstonecraft and Auguste Comte were chosen to discuss not only the influence of others on the formulation of her project but also her insertion into the debates circulating in European literary circles. For this purpose, bibliographic and journalistic sources were consulted, as well as the works of Nísia Floresta, composed of books, newspaper articles, moral manuals for girls, poems, and travel accounts, among others. As theoretical and methodological inspiration, Roger Chartier, Joan Scott, Teresinha Queiroz, Nicolau Sevcenko, Bonnie G. Scott, and others stand out. pt_BR
dc.description.sponsorship Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí – FAPEPI pt_BR
dc.language.iso other pt_BR
dc.subject História pt_BR
dc.subject Nísia Floresta pt_BR
dc.subject Escrita feminina pt_BR
dc.subject Educação feminina pt_BR
dc.subject Escrita de viagens pt_BR
dc.subject History pt_BR
dc.subject Nísia Floresta pt_BR
dc.subject Women’s writing pt_BR
dc.subject Women’s education pt_BR
dc.subject Travel writing pt_BR
dc.title ESCRITORA, EDUCADORA E VIAJANTE: a trajetória intelectual de Nísia Floresta e as possibilidades de ser mulher nos Oitocentos pt_BR
dc.type Preprint pt_BR


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