Abstract:
RESUMO: INTRODUÇÃO: As resinas compostas micro e nano-híbridas são amplamente empregadas na prática clínica, sendo consideradas de uso universal. No entanto, na presença do biofilme dental, estes materiais podem sofrer alterações em suas propriedades, diminuindo a sua longevidade. OBJETIVO: Avaliar o efeito do biofilme cariogênico in situ nas propriedades de superfície de diferentes resinas nano-híbridas e micro-híbridas. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram confeccionados 40 corpos de prova de quatro resinas compostas disponíveis comercialmente (n=10): Estelite
Ômega, Estelite Bianco, Palfique LX5 e Forma. Dez participantes (N=10) foram
selecionados e utilizaram um dispositivo palatino com quatro poços, contendo um
corpo de prova de cada material (4X2mm), durante sete dias, sob alto desafio
cariogênico. Após este período o biofilme foi coletado, o peso seco (mg) determinado
e as unidades formadoras de colônia contadas (UFCs). Dureza (HV) e rugosidade
(μm) foram mensuradas com microdurômetro (indentador Vickers) e rugosímetro,
respectivamente. A análise estatística foi realizada no software GraphPad Prism 11.0
adotando um limite de significância de 5% para todos os testes. RESULTADOS: A
resina Forma apresentou maior rugosidade e maior dureza entre os compósitos
avaliados, bem como maior acúmulo de biofilme e contagem de estreptococos e
Candida. Rugosidade correlacionou-se positivamente com acúmulo de biofilme e com
contagem de cândida e estreptococos. CONCLUSÃO: Resinas micro e nano-híbridas
apresentaram comportamentos distintos frente ao desafio cariogênico do biofilme in
situ, evidenciando que o desempenho dos materiais não depende apenas de
propriedades mecânicas, mas também da interação com o biofilme.