Repositório Institucional da UFPI

PERFIL TOXICOGENÉTICO E ANTIPROLIFERATIVO DA CRISINA LIVRE EM TESTES NÃO CLÍNICOS

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dc.contributor.author ESTEVES, Jefferson da Cruz
dc.date.accessioned 2026-08-21T11:51:31Z
dc.date.available 2026-08-21T11:51:31Z
dc.date.issued 2026-08-21
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/123456789/4253
dc.description Orientador: Prof. Dr. Felipe Cavalcanti Carneiro da Silva Coorientador: Prof.Dr. João Marcelo de Castro e Sousa Examinador interno: Prof. Dr. Dalton Dittz Junior Examinador externo: Prof. Dr. José Roberto de Oliveira Ferreira (UNCISAL) Examinador externo: Profa. Dra. Isabela Ribeiro de Sá Guimarães Nolêto (UFPI) pt_BR
dc.description.abstract RESUMO: O câncer é uma doença responsável por inúmeras mortes ao ano e um problema global. Desta forma, é importante investigar novos compostos terapêuticos mais seletivos, que possam ajudar a minimizar esse cenário. As investigações toxicológicas de substâncias são essenciais no processo de estudo de fármacos, pois permitem direcionar outras investigações que possam contribuir para a descoberta de substâncias com atividade antitumoral. Dentro desse contexto, a crisina é um flavonoide de origem natural com propriedades biológicas de importância terapêutica como atividade anti-inflamatória, antioxidante, antigenotóxica, apoptótica, entre outros. Visando contribuir para as possibilidades de aplicação da crisina dentro do contexto oncológico, o presente estudo teve o objetivo de avaliar sua toxicidade em teste de A. salina, seus possíveis efeitos genotóxicos em células de A. cepa, efeitos antiproliferativos em células tumorais e não tumorais, bem como prever seu perfil de semelhança à fármacos e toxicidade em análise in silico. A toxicidade da crisina avaliada por Artemia salina nos períodos de 24h e 48h tiveram a CL50 determinada em 657,0 (528,8 – 866,2 μM) e 258,9 (193,6 – 367,7μM) respectivamente. No ensaio de Allium cepa, a crisina apresentou efeito citotóxico nas duas maiores concentrações entre as avaliadas (250, 125 e 62,5 μM), entretanto, não foi identificado efeitos genotóxicos. O efeito antiproliferativo com base no ensaio de MTT frente as linhagens MCF-7 e MCF-10 apresentou valores de IC50 de 53,4 (23,7 – 133,5 μM) e 120,8 (39,53 – 785,1 μM) respectivamente. Não foi possível determinar o valor de IC50 nas linhagens B16F10 e U87 sendo estimando como superior as maiores concentrações utilizadas (>125 μM e >200 μM respectivamente). Na linhagem MCF-7, a combinação da crisina com os quimioterápicos demonstrou um aumento no efeito antiproliferativo através da diminuição dos valores de IC50 sendo para cisplatina de 9,4 (8,55 -14,46 μM) para 5,3 (4,17 - 6,3 μM) e para doxorrubicina de 2,5 (1,91 – 3,36 μM) para 0,3 (0,25 - 0,40 μM). As previsões in silico demonstraram que a crisina não viola nenhuma das regras pré-estabelecidas para compostos candidatos à fármacos e apresentou toxicidade relativa baixa, além disso, a ancoragem molecular indicou a interação da crisina com os respectivos alvos: CDK1 = -8,1; CDK2 = -10,2; CDK6 = -8,5; EGFR = - 7,8; VEGFR2 = -9,0; ER-α = -8,2 e CYP19A1 = -8,3 (kcal/moL). Diante dos resultados, conclui-se que a crisina apresenta efeitos citotóxicos que podem explicar sua ação antiproliferativa em células tumorais. Além disso as previsões in silico ainda demonstram que ela possui, em uma análise inicial, características físico-químicas fundamentais para fármacos com biodisponibilidade oral compatível e potencial de inibição para alvos importantes no câncer de mama. ABSTRACT: Cancer is responsible for numerous deaths annually and represents a global health problem. Therefore, it is crucial to investigate novel and, more selective therapeutic compounds that may help mitigate this scenario. Toxicological investigations of substances are essential in drug research, as they guide further studies that may contribute to discovery of compounds with antitumor activity. Within this context, chrysin is a naturally occurring flavonoid with biologically significant therapeutic properties, such as anti-inflammatory, antioxidant, antigenotoxic, and apoptotic activities, among others. To explore the potential applications of chrysin in oncology, this study aimed to evaluate its toxicity using the A. salina assay, its possible genotoxic effects in A. cepa cells, its antiproliferative effects in tumor and non-tumor cells, as well as predict its drug-likeness profile and toxicity through in silico analysis. The toxicity of chrysin, assessed in Artemia salina at 24h and 48h, had LC50 values of 657.0 (528.8 – 866.2 μM) and 258.9 (193.6 – 367.7 μM), respectively. In the Allium cepa assay, chrysin presented cytotoxic effects at the two highest tested concentrations (250, 125, and 62.5 μM); however, no genotoxic effects were identified. The antiproliferative effect, based on the MTT assay in the MCF-7 and MCF-10 cell lines, showed IC50 values of 53.4 (23.7 – 133.5 μM) and 120.8 (39.53 – 785.1 μM), respectively. It was not possible to determine the IC50 values for the B16F10 and U87 cell lines, as they were estimated to be above the highest concentrations used (>125 μM and >200 μM, respectively). In the MCF-7 cell line, the combination of chrysin with chemotherapeutic agents enhanced the antiproliferative effect by reducing IC50 values: for cisplatin, from 9.4 (8.55 – 14.46 μM) to 5.3 (4.17 – 6.3 μM), and for doxorubicin, from 2.5 (1.91 – 3.36 μM) to 0.3 (0.25 – 0.40 μM). In silico predictions indicated that chrysin does not violate any pre-established rules for drug-like compounds and exhibited relatively low toxicity. Additionally, molecular docking analysis showed interactions between chrysin and the following targets: CDK1 = -8.1; CDK2 = -10.2; CDK6 = -8.5; EGFR = -7.8; VEGFR2 = -9.0; ER-α = -8.2; and CYP19A1 = -8.3 (kcal/mol). Based on these results, it is concluded that chrysin exhibits cytotoxic effects that may explain its antiproliferative action in tumor cells. Furthermore, in silico predictions suggest that chrysin possesses key physicochemical properties for oral bioavailability and potential inhibition of important targets in breast cancer. pt_BR
dc.description.sponsorship Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) pt_BR
dc.language.iso other pt_BR
dc.subject Flavonoides Genotoxicidade Câncer Ensaios pré-clínicos pt_BR
dc.subject Flavonoids Genotoxicity Cancer Preclinical trials pt_BR
dc.title PERFIL TOXICOGENÉTICO E ANTIPROLIFERATIVO DA CRISINA LIVRE EM TESTES NÃO CLÍNICOS pt_BR
dc.type Preprint pt_BR


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    Nesta Coleção serão depositadas todas as Dissertações do Programa de Pós-Graduação em Ciências Famacêuticas do Centro de Ciências da Saúde.

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