Abstract:
RESUMO: O uso da pele de tilápia para extração de colágeno, pode representar uma
alternativa ao uso de outras fontes, como avícola, suína e bovina, evitando a
transmissão de doenças, infectocontagiosas, e rejeições de cunho religiosos e éticos.
Assim, o objetivo do trabalho foi avaliar se era viável aproveitar a pele de tilápia
descartada por piscicultores para extração de colágeno. Para realização da pesquisa foi
feita a coleta da pele, descartada por piscicultores do Mercado do Peixe de Teresina,
PI, para em seguida ser feita extração de colágeno com diferentes tratamentos da pele
e tempo de extração em solução ácida, posteriormente foram feitas análises
microbiológicas e físico-químicas do colágeno extraído e análise por FTIR. Assim,
conclui-se que a trituração da pele de tilápia no processo de extração aumentou o
rendimento da extração de 10,25% para 19,16%, em um dos tratamentos testados. O
processo de extração foi eficiente na redução da contagem microbiana e na eliminação
de salmonella e vibrio presente na pele in natura. A extração utilizando cuba
ultrassônica manteve as características de colágeno tipo I como mostrado nas análises
por FTIR.
ABSTRACT: The use of tilapia skin for collagen extraction may represent an alternative to
other sources, such as poultry, pork, and bovine collagen, avoiding the transmission of
infectious diseases and religious or ethical objections. Thus, the objective of this study
was to evaluate the feasibility of utilizing discarded tilapia skin from fish farmers for
collagen extraction. To conduct the research, tilapia skin discarded by fish farmers at
the Mercado do Peixe in Teresina, Piauí, was collected. The collagen was then
extracted using different skin treatments and varying durations of acid solution
extraction. Subsequently, microbiological and physicochemical analyses were
performed on the extracted collagen, along with FTIR (Fourier-transform infrared
spectroscopy) analysis. The results showed that grinding the tilapia skin during the
extraction process increased the yield from 10.25% to 19.16% in one of the tested
treatments. The extraction process was effective in reducing microbial counts and
eliminating Salmonella and Vibrio present in the raw skin. Extraction using an
ultrasonic bath maintained the characteristics of type I collagen, as confirmed by FTIR
analysis. In conclusion, tilapia skin proved to be a viable and efficient source for
collagen extraction, offering a sustainable alternative to traditional sources while
ensuring safety and quality.