Repositório Institucional da UFPI

“JÁ CONHECI COM ESSA NAÇÃO, O CHAMADO NEGRO”: etnicidade, territorialidade e educação nas Comunidades Quilombolas de Barro Vermelho e Contente em Paulistana-PI (2000-2019)

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dc.contributor.author LEAL, Simoní Portela
dc.date.accessioned 2022-08-09T20:44:47Z
dc.date.available 2022-08-09T20:44:47Z
dc.date.issued 2022-08-09
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/123456789/2613
dc.description Orientador: Prof. Dr. Francisco Gleison da Costa Monteiro Examinador Interno: Prof. Dr. Francisco Alcides do Nascimento Examinadora interna: Profa. Dra. Maria Sueli Rodrigues de Sousa Suplente: Prof. Dr. Johny Santana de Araújo pt_BR
dc.description.abstract RESUMO: Esta pesquisa foi construída em diálogo com as Comunidades Quilombolas de Barro Vermelho e Contente, localizadas no município de Paulistana – Piauí. Apesar da memória/oralidade nos direcionar para registros históricos de 1785 da remanescência de organização territorial e social em torno de Elias Mariano, como primeiro morador da Comunidade Contente, o recorte temporal se inicia a partir das duas primeiras décadas do ano 2000, momento de rediscussão da escravidão do negro na sociedade brasileira. Nesse período, o conceito e significados do ser quilombola começam a serem assumidos e reivindicados como forma de legitimar direitos territoriais e sociais de iguais pertencentes à nação Brasil e de reconhecimento social. Ocorrida também à ampliação das políticas públicas para as populações indígenas e quilombolas e, por fim, uma larga expansão das políticas de titulação e regularização fundiária, subsidiadas, sobremodo, pela Fundação Palmares e INCRA. Nesse mesmo contexto, as comunidades Barro Vermelho e Contente iniciam o debate em torno das questões identitárias do ser negro no sertão do Piauí e passam a encarar as transformações locais, a exemplo dos processos de modernização, como a Transnordestina, bem como as políticas educativas do Estado, sobretudo aquelas aplicadas na Unidade Escolar Eusébio André de Carvalho, a partir de um forte viés étnico e de reconhecimento quilombola. É, portanto, na interseção entre história, modernização e práticas educativas voltadas à população quilombola que esta pesquisa levanta o debate sobre as formas como a etnicidade se revela nas narrativas das referidas comunidades em meio a o olhar da outricidade (FANON, 2008) que busca fixar identidade em um discurso de fora para dentro. Assim, com o objetivo de analisar a analisar como a construção da etnicidade negra se expressa pelas experiências nas lutas por reconhecimento e autorreconhecimento quilombola nas Comunidades de Barro Vermelho e Contente em Paulistana no Piauí, buscamos traçar as múltiplas experiências históricas silenciadas em torno das populações negras do Piauí. Desse modo, e por meio da história oral, inicialmente entrevistando idosos e líderes das Comunidades acima citadas, além do uso de questionários destinados aos professores (as) e com o suporte teórico de autores pós-coloniais (MIGNOLO, 2005; QUIJANO, 2005, 2009; SANTOS, 2009) e do entendimento de autores que versam sobre a experiência do sujeito enquanto consciência de práxis (GILROY, 2001; THOMPSON, 2011). Assim pudemos compreender, por meio deste trabalho, que as lutas do presente não são apenas por uma visibilidade baseada na representação (SPIVAK, 2010), mas de reconhecimento das experiências enquanto vozes ativas e altivas que constroem e consolidam um ser e fazer-se afrodescendente nas e das Comunidades. ABSTRACT: This research was built in dialogue with the Quilombola Communities of Barro Vermelho and Contente, located in the municipality of Paulistana - Piauí. Despite the memory / orality directing us to historical records from 1785 of the remaining territorial and social organization around Elias Mariano, as the first resident of the Contented Community, the time frame begins from the first two decades of the year 2000, a moment of re-discussion of black slavery in Brazilian society. During this period, the concept and meanings of being quilombola began to be assumed and claimed as a way of legitimizing territorial and social rights of equals belonging to the nation Brazil and of social recognition. There was also the expansion of public policies for indigenous and quilombola populations and, finally, a wide expansion of land titling and regularization policies, subsidized, especially, by Fundação Palmares and INCRA. In this same context, the Barro Vermelho and Contente communities initiate the debate around the identity issues of black people in the Piauí backlands and begin to face local transformations, such as modernization processes, such as Transnordestina, as well as the educational policies of the State, especially those applied at the Eusébio André de Carvalho School Unit, based on a strong ethnic bias and quilombola recognition. It is, therefore, at the intersection between history, modernization and educational practices aimed at the quilombola population that this research raises the debate on the ways in which ethnicity is revealed in the narratives of the referred communities amid the look of otherness (FANON, 2008) that seeks to establish identity in an outside-in speech. Thus, in order to analyze and analyze how the construction of black ethnicity is expressed by experiences in the struggles for quilombola recognition and self-recognition in the Communities of Barro Vermelho and Contente in Paulistana in Piauí, we seek to trace the multiple historical experiences silenced around black populations from Piauí. In this way, and through oral history, initially interviewing the elderly and community leaders mentioned above, in addition to the use of questionnaires for teachers and with the theoretical support of post-colonial authors (MIGNOLO, 2005; QUIJANO, 2005, 2009; SANTOS, 2009) and the understanding of authors that deal with the subject's experience as awareness of praxis (GILROY, 2001; THOMPSON, 2011). Thus we were able to understand, through this work, that the struggles of the present are not only for a visibility based on representation (SPIVAK, 2010), but for the recognition of experiences as active and proud voices that build and consolidate a being and become an Afro-descendant Communities and the Communities. pt_BR
dc.language.iso other pt_BR
dc.subject Quilombos pt_BR
dc.subject Etnicidade pt_BR
dc.subject Territorialidade pt_BR
dc.subject Educação pt_BR
dc.subject Barro Vermelho pt_BR
dc.subject Contente pt_BR
dc.subject Ethnicity pt_BR
dc.subject Territoriality pt_BR
dc.subject Education pt_BR
dc.title “JÁ CONHECI COM ESSA NAÇÃO, O CHAMADO NEGRO”: etnicidade, territorialidade e educação nas Comunidades Quilombolas de Barro Vermelho e Contente em Paulistana-PI (2000-2019) pt_BR
dc.type Preprint pt_BR


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