Abstract:
RESUMO:A degradação do solo afeta negativamente as propriedades do solo e foi relatado que
práticas de restauração a longo prazo potencialmente restauram essas propriedades,
principalmente os microrganismos do solo. No entanto, pouco se sabe sobre o efeito
a curto prazo da restauração na comunidade bacteriana do solo em áreas semiáridas.
Este estudo avaliou a comunidade bacteriana em solos em degradação e restauração,
em comparação com solos nativos do semiárido brasileiro. Assim, foram selecionadas
três áreas: a) em degradação; b) em restauração de curto prazo; e c) área nativa. A
comunidade bacteriana foi avaliada, por meio do sequenciamento do 16S rRNA, em
amostras de solo coletadas nas estações seca e chuvosa. As estações seca e
chuvosa apresentaram padrões bacterianos distintos, e os sítios nativos diferiram dos
degradados e em restauração. Os filos Chloroflexi e Proteobacteria foram mais
prevalentes em sítios degradados e em restauração, respectivamente, enquanto
Acidobacteria dominou sítios nativos. As conexões microbianas diferiram por local e
estação, com mais nós no local nativo durante a estação seca, mais bordas e
conexões positivas no local de restauração e mais conexões negativas no local de
degradação durante a estação chuvosa. A ocupação de nicho mostrou que a
degradação favoreceu os especialistas em detrimento dos generalistas, enquanto a
restauração teve mais generalistas do que os sítios nativos. Os sítios degradados
tinham mais especialistas do que os sítios em restauração. Este estudo revela que a
degradação do solo impacta a comunidade bacteriana do solo, causando diferenças
entre sítios nativos e degradados. A restauração do solo durante um curto período não
trouxe mudanças significativas na comunidade bacteriana, mas promoveu micróbios
generalistas, que melhoram a estabilidade do solo.
ABSTRACT:Land degradation affects negatively the soil properties and practices of restoration in
long-term have been reported to potentially restore these properties, mainly the soil
microorganisms. However, little is known about the short-term effect of restoration on
soil bacterial community in semiarid areas. This study assessed the bacterial
community in soils under degradation and restoration, as compared to a native soil in
the Brazilian semiarid region. Thus, three areas were selectec: a) under degradation;
b) under short-term restoration; and c) a native area. The bacterial community was
assessed, by 16S rRNA sequencing, in soil samples collected in the dry and rainy
seasons. The dry and rainy seasons presented distinct bacterial patterns, and native
sites differed from degraded and restoration. The phyla Chloroflexi and Proteobacteria
were more prevalent in degraded and restoration sites, respectively, while
Acidobacteria dominated native sites. Microbial connections differed by site and
season, with more nodes in the native site during the dry season, more edges and
positive connections in the restoration site, and more negative connections in the
degradation site during the rainy season. Niche occupancy showed degradation
favored specialists over generalists, while restoration had more generalists than native
sites. Degraded sites had more specialists than restoration sites. This study reveals
that land degradation impacts soil bacterial community, causing differences between
native and degraded sites. Restoring the soil over a short period did not bring
significant changes in bacterial community, but it did promote generalist microbes,
which enhance soil stability.